Saúde & Segurança

Introdução

Tem havido uma quantidade surpreendente de informação errada sobre embalagens de poliestireno para o Food Service, especialmente quando se leva em conta que se trata de um produto extremamente simples e comum. Ao longo dos anos temos esclarecido inúmeras dúvidas sobre esse tema, muitas das quais atingiram o status de “lenda urbana”. Há ainda outras questões, mais complexas, que gostaríamos também de abordar e esclarecer.  

CFCs e Agentes de Expansão

Clorofluorcarbonos (CFCs) são conhecidos pelos danos que causam à camada de ozônio na estratosfera da Terra. Os produtos de isopor de poliestireno para Food Service não são fabricados com o uso de clorofluorcarbonos (CFCs) nem com nenhum outro agente químico que possa destruir a camada de ozônio.  Na verdade, a Dart nunca usou CFCs na produção de seus copos térmicos. As indústrias de produtos de poliestireno para Food Service que empregavam CFCs nas suas operações de manufatura cessaram de fazê-lo em 1990. *De acordo com a “Environmental Protection Agency (EPA)” dos EUA, apenas um a três por cento dos CFCs usados nos EUA na década de 1980 foram usados na produção de produtos de poliestireno para embalagem. Mesmo assim, as indústrias atingiram as metas governamentais muito antes dos prazos estabelecidos durante a fase de eliminação gradativa dos CFCs no fim dos anos 80, e se posicionaram como líderes da indústria americana na adoção de alternativas. †

Os produtos de isopor de poliestireno são constituídos de 90% de ar e apenas 10% de poliestireno. Um agente de expansão é usado no processo de manufatura de isopor de poliestireno para embalagens. 

Os produtos de isopor de poliestireno são feitos atualmente com basicamente dois tipos de agentes de expansão: pentano e dióxido de carbono. Dióxido de carbono (CO2, ou, em alguns casos, outros hidrocarbonos) é não-tóxico, não-inflamável e não contribui para poluição nas camadas mais baixas, nem causa danos à camada de ozônio.  Contudo, o CO2 pode potencialmente contribuir para o aquecimento global. O dióxido de carbono usado neste tipo de tecnologia é recuperado de fontes comerciais e naturais já existentes. Por causa disso, a tecnologia do uso desse agente de expansão não contribui para aumentar o nível total de CO2 na atmosfera.

O gás pentano não afeta a camada superior de ozônio, entretanto, se não recuperado, pode contribuir para a formação de poluição nas camadas atmosféricas mais baixas. Nos lugares onde a formação de poluição é um fator preocupante, muitas indústrias usam tecnologia de ponta para capturar as emissões de pentano. A maioria das fábricas da Dart recaptura e reutiliza como combustível uma parte significativa do pentano emitido no processo de pré-produção. 

* Alexander, Judd H. In Defense of Garbage. Westport, CT: Praeger Publishers, 1993. 55. † Natural Resources Defense Council Environmental Defense Fund Friends of the Earth. Statement of Support for The Food Service Packaging Institute’s Fully Halogenated Chlorofluorocarbon Voluntary Phaseout Program. 12 April 1988. 

Mais informações sobre agentes de expansão podem ser aqui encontradas:
American Chemistry Council: How plastics are Made
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Tintas

De vez em quando surge a pergunta: as tintas usadas para imprimir mensagens nos produtos de isopor da Dart são seguras para os seres humanos e o meio ambiente? A resposta é simples: sim! 

Há quatro tipos principais de tintas que podem ser usadas para impressão de tela em embalagens e produtos similares: à base de solvente, à base de água, à base de plastisol e de UV. A escolha do tipo de tinta para um trabalho de impressão vai depender na maior parte do uso final do produto, embora o seu efeito no meio ambiente esteja adquirindo cada vez mais um fator de peso nessa decisão. Tintas à base de solvente são as tradicionalmente escolhidas por muitos fabricantes por causa da versatilidade desse tipo de tinta e por poder ser usada em vários tipos de aplicações. Infelizmente, nos últimos anos tem se tornado evidente que as tintas à base de solvente emitem compostos orgânicos voláteis (COVs), que podem afetar a saúde dos funcionários da indústria e contribuir para a poluição atmosférica. É preferível que se use as tintas à base de água ao invés das tintas à base de solvente, mas as à base d’água requerem mais tempo para secar e podem modificar ligeiramente a forma do produto ao secar. As tintas à base de plastisol contêm resinas de cloreto de polivinilo dispersas através de um agente plastificante que se funde com qualquer tinta que estiver sendo aplicada aquecida a cerca de 160ºC.  Devido à necessidade de usar altas temperaturas durante o seu uso, as tintas à base de plastisol não são apropriadas para serem usadas com produtos de plástico para o Food Service. Essas tintas são normalmente usadas na indústria têxtil. 

Dart prefere usar tintas UV nos nossos produtos de poliestireno por várias razões. Primeiro, porque as tintas de UV trabalham bem com produtos de plástico, vinil, metal e papel, pois aderem de forma regular e uniforme às superfícies. Além disso, não contêm COVs. Uma vantagem adicional é que não aderem ao prelo ou à tela, reduzindo assim significativamente a necessidade de limpeza com solventes.  Finalmente, as tintas de UV da Dart não contêm metais pesados que possam prejudicar a saúde humana ou o meio ambiente. Resumindo, a empresa acredita que o uso de tintas UV nos nossos produtos é a melhor escolha ao se levar em conta todos os fatores relevantes, especialmente a eficácia da sua aplicação e as consequências ambientais. 
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Halal e Kosher

No processo de manufatura dos nossos copos e pratos, Dart usa um lubrificante no processo de extrusão das pelotas de resina de poliestireno que contém estereato de zinco. Estereato de zinco (C36 H70 O4 Zn) é um derivado de sebo (gordura animal). Devido às altas temperaturas e às etapas de purificação, o sebo é, na verdade, desnaturado (removido da classe de alimentos). Algumas autoridades religiosas aceitam esta ideia e consideram o estereato de zinco apenas mais um agente químico. 

Outras autoridades religiosas já não aceitam esse argumento de desnaturação, e consequentemente acham que a presença, ainda que mínima, de substâncias derivadas de sebo faz com que tais produtos não qualifiquem como Halal/Kosher. 

Como a Dart utiliza esses agentes no processo de manufatura e dadas as diferenças nos atuais enfoques teológicos, sugerimos que procure a orientação de seu líder religioso. 
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Látex

A Dart Container Corporation não industrializa nenhum produto que contenha látex (Látex de Borracha Natural, ou  NRL), nem usa látex em nenhum processo de manufatura. Nossos procedimentos de manufatura proíbem o uso de luvas de látex nas nossas fábricas. 

Algumas pessoas podem ter reações alérgicas ou sensibilidade ao entrar em contato com NRL, seja por contato direto ou pela inalação de alergênicos dispersos no ar. 

O látex natural é retirado das seringueiras, e depois processado para fazer produtos. Muitos tipos de borracha sintética ou feita pelo homem se assemelham à borracha natural, com a diferença de que as sintéticas não contêm as proteínas causadoras de alergias presentes na borracha natural. E alguns produtos, embora usem a palavra “látex” no nome, são feitos de produtos sintéticos. O exemplo mais conhecido é o da tinta de látex.

Para mais informações sobre o tópico:


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Chá de Limão

A casca de algumas frutas cítricas contém óleos, incluindo um químico natural chamado d-limoneno. D-limoneno é encontrado na casca de limões, laranjas, toranjas e limas. Esse químico natural é usado em concentrações extremamente elevadas para limpeza industrial e remoção de tinta. 

Por décadas, a indústria de plásticos e a U.S. Food and Drug Administration (FDA), entre outros, têm observado, estudado e analisado os efeitos físicos do uso do d-limoneno como solvente para poliestireno. O fenômeno se tornou tópico de debate público cerca de 20 anos atrás, quando se fizeram estudos mais aprofundados a respeito. Como resultado desses estudos, a FDA considera os containers para bebida de isopor de poliestireno muito seguros para o uso humano. 

 

Quando uma rodela de limão é cortada e espremida em um copo com líquido, o limoneno fica na superfície do líquido e eventualmente se adere à superfície interna do copo.  O limoneno passa então a interagir com o poliestireno, quebrando sua estrutura celular e penetrando na parede do copo. Depois de um determinado tempo e com limoneno em quantidade suficiente, este acaba por perfurar o copo de isopor. Por ser uma reação física, e não química, não se compara com nenhum ácido ou base queimando um dedo ou corroendo papel. Não há perigo para ninguém bebendo do copo; entretanto, não se recomenda deixar uma rodela de limão no copo por um longo tempo, já que pode afetar a integridade do copo e sua capacidade de conter líquidos quentes.

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Micro-ondas

Os fornos de micro-ondas ajudam a tornar a vida mais conveniente, e por serem tão eficientes, ajudam a reduzir o consumo de energia. As embalagens de plástico que protegem a maior parte das nossas bebidas e alimentos são convenientes e ajudam a economizar energia. E por conservarem bem os alimentos, também ajudam na redução do desperdício dos mesmos. 

Há muitas histórias sobre os micro-ondas, e algumas se tornaram “lendas urbanas” – “todo mundo” acha que são verdadeiras, mas não há evidência nenhuma que as comprove.  Uma vez que se compreenda a ciência por trás dos micro-ondas, pode-se deixar claro que é seguro o uso de containers e copos de plástico de poliestireno. Como com qualquer produto, o melhor conselho é seguir as instruções contidas na embalagem. 

Como funciona um micro-ondas?

Tipicamente, o micro-ondas agita moléculas polares (moléculas com propriedades magnéticas), como as da água, em um movimento bem rápido. A colisão entre as moléculas que se movem rapidamente cria um calor de fricção, primeiramente dentro da parte que contém água, e depois se transferindo para todo o alimento ou bebida. Como os copos e potes de poliestireno não contêm água em sua estrutura molecular, o micro-ondas os considera “transparentes”. As micro-ondas os atravessam, e os copos ou potes não são afetados. Se a sua temperatura for alterada, será devido ao aquecimento da bebida ou alimento neles contidos. 

O que um forno de micro-ondas não faz?

  1. Não interage de maneira significativa com o recipiente de plástico usado no micro-ondas, porque o recipiente não contém em si mesmo nenhuma molécula de água.
  2. Não causa nenhuma alteração química no alimento, a não ser as alterações normais já esperadas durante o processo de cozimento ou aquecimento.
  3. Não causa radiação no alimento, nem destrói vitaminas

E quanto ao sobreaquecimento?

  1. A grande maioria dos nossos alimentos e bebidas tem um elevado teor de água. O ponto de ebulição da água é de 100ºC ao nível do mar e a uma pressão atmosférica de 1 atm. 
  2. Alimentos com um alto teor de açúcar ou de gordura (ou ambos) podem elevar o ponto de ebulição a mais do que 100ºC. Se cozidos ou aquecidos por tempo demais, alguns alimentos podem amolecer o recipiente, sujando o micro-ondas e causando o perigo de queimaduras devido à alta temperatura do alimento ou bebida. 
  3. O fenômeno muito divulgado de “superaquecimento” da água no micro-ondas, que pode causar ocasionalmente uma liberação explosiva do conteúdo, ocorre normalmente apenas com recipientes de estrutura molecular excepcionalmente uniforme, tais como os de vidro ou cerâmica esmaltada. Copos ou potes de isopor de poliestireno não têm esse tipo de estrutura. 

Práticas recomendadas para o uso de micro-ondas

  1. Lembre-se, o forno de micro-ondas aquece primeiro o alimento ou a bebida, e então estes, aquecidos, transmitem o calor para o recipiente. 
  2. Não use mais calor ou tempo do que o necessário no micro-ondas. Não é preciso mais do que alguns minutos (ou menos) para esquentar a comida que já foi cozida.
  3. Alimentos ou bebidas com um alto teor de açúcar e de gordura podem ser aquecidos a mais de 100ºC. Tenha cuidado para não os aquecer por tempo demais. 
  4. Siga as instruções da embalagem, especialmente as para cozinhar.
  5. Use um micro-ondas com prato giratório para que a comida possa ser aquecida igualmente.

Mais informações sobre Micro-ondas e Plásticos no Micro-ondas:

Fontes:
Bloomfield, Louis A. How Things Work: The Physics of Everyday Life. New York: John Wiley & Sons, Inc., 1997.

Breder, Charles V., PhD. Common-Sense Approach to the Use and Reuse of Food-Contact Plastics to Heat & Reheat food in Microwave Ovens. Washington, DC: American Plastics Council. (www.plastics.org, 2002)

Meadows, Michelle. "Plastics and the Microwave." FDA Consumer Magazine. Washington, DC: U.S. Food and Drug Administration, November-December 2002.
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Estireno

Informações relacionadas ao 12º Relatório de Cancerígenos publicado pelo Programa Nacional de Toxicologia.
American Chemistry Council Press Release

Estireno é um componente líquido, transparente e incolor, presente em vários tipos de materiais usados para fazer milhares de produtos para casas, escolas, trabalho e jogos.  O estireno é usado em recipientes e embalagens de alimentos, carros, barcos, computadores, e em equipamentos médicos, de saúde, e de segurança, além de vídeo games.  Derivado de subprodutos de petróleo e gás natural, o estireno ajuda a criar milhares de produtos extraordinariamente resistentes, flexíveis e leves, representando uma parte vital da nossa saúde e bem estar.

O estireno é uma substância de ocorrência natural, presente em muitos alimentos e bebidas, incluindo trigo, carne, morangos, amendoins e grãos de café. Também é encontrado na canela, e sua estrutura química é similar ao aldeído cinâmico, o componente químico que produz o sabor típico da canela. Está naturalmente presente em vários alimentos, e é usado como saborizante em vários alimentos, tais como bolos, pães, sorvetes, doces, gelatinas e pudins, com a permissão do órgão americano Food and Drug Administration (FDA).*

O poliestireno atende as rigorosas normas do FDA Americano para ser usado em embalagens de contato direto com alimentos, e é considerado seguro para os consumidores. Organizações de saúde encorajam o uso de produtos descartáveis para Food Service, incluindo o poliestireno, porque melhoram a segurança dos alimentos. †

Algumas pessoas confundem o estireno, um líquido, com poliestireno, que é um plástico feito de estireno polimerizado. Estireno e poliestireno são fundamentalmente diferentes. Poliestireno é inerte, e não cheira a estireno. Poliestireno é frequentemente utilizado onde a higiene é um fator primordial, como, por exemplo, na área de saúde e na de produtos para o serviço de alimentos. 

O Centro de Pesquisas de Informação sobre o Estireno (SIRC) investiu muitos anos de trabalho e cerca de U$ 12 milhões em pesquisas para obter as informações mais completas e precisas sobre os possíveis efeitos cancerígenos da exposição ao estireno. O resultado de estudos extensivos da saúde dos empregados em indústrias que usam o estireno mostrou que a exposição ao mesmo não aumenta os riscos do desenvolvimento de câncer, nem de nenhum outro problema de saúde. Além disso, dois anos de estudos de inalação de estireno por ratos, completados em 1996, não mostraram nenhum aumento na incidência de câncer.  

Para mais informações sobre este tópico:

* Ver: FDA's Food Additive Regulation at 21 CFR 172.515
† "Disposables versus Reusables: A Study of Comparative Sanitary Quality." Dairy Food and Sanitation. January 1985.
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Poliestireno e Bisfenol-A

BPA é usado na produção de recipientes de policarbonato. Poliestireno nº 6 e bisfenol-a não têm qualquer relação entre si. O bisfenol-a não é usado, direta ou indiretamente, na manufatura dos produtos de poliestireno da Dart.   

Há uma concepção errônea de que “plásticos em geral não são seguros para uso no micro-ondas”. Dart possui  literatura (M-334) e vários links na  seção de Meio Ambiente da nossa website para informar sobre as melhores práticas para o uso de plásticos no forno de micro-ondas.

Dart faz parte do Grupo de Embalagens de Plástico para Food Service, afiliado ao Conselho Americano de Química. Este Conselho de Química tem procurado esclarecer as concepções erradas e erradicar as declarações falsas e sem base científica que circulam sobre o tema. Um site --www.factsonplastic.com--foi desenvolvido especialmente para ajudar a responder algumas das questões que têm sido levantadas. Visite este site mencionado acima acessar as informações disponíveis.   
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